domingo, 12 de dezembro de 2010

JORNALISTA !

MENSAGEM À TURMA

            Este momento é um sonho que um dia desejamos realizar. Conseguimos! Só uma coisa nos faz sofrer agora: NÓS vamos nos separar. Se este texto fosse um jornal, contaria a nossa história em reportagem; se fosse publicidade, faria propaganda dos melhores profissionais que estão chegando ao mercado.
            Quatro anos. Daria um filme e nesse momento revivemos as cenas em nossos pensamentos. Quem éramos há quatro anos? Jovens cheios de expectativas, de sonhos, enfrentando, cada um, as suas dificuldades. E chegamos aqui. No início tudo era estranho. Incertezas, os medos tão comuns e as pessoas desconhecidas. Aos poucos nos apaixonamos: pelos amigos, pelos professores, pelos banquinhos da Puc, pela COMUNICAÇÃO. E as cenas foram acontecendo...
            Trabalho interdisciplinar: aposto que hoje vocês gostam mais de tomates do que gostavam antigamente. Esse trabalho em especial rendeu muitas cenas engraçadas e divertidas. E nos ensinou muito. Principalmente sobre como construir estufas, para o preparo de tomate seco, aos sábados de manhã.
            Voltemos à cena em Itapecerica. Fizemos uma viagem para fotografar. E teve até tema musical: “Se eu fosse uma borboleta, vermelha, vermelha”. Aquela foi uma ótima oportunidade para nos fazer mais amigos: a primeira viagem juntos. Boa oportunidade também para aproveitar alguns momentos ao lado de colegas que mais tarde não estariam mais conosco: o Bruno, o Wagner, a Leila, o Carlos, a Tábita e a Keila... e quem não se lembra do Sr. Geraldo? O Cláudio, o Yuri, o Rodrigo e o Gustavo também nos deixaram. Eles resolveram viver outras cenas, se dedicar a outros projetos. E nós ficamos na torcida por eles. E foi sentindo essa falta que seguimos...
            Nesses quatro anos para cada cena, havia um professor. Queríamos chegar e eles nos conduziram. Foram muitos e de diferentes formas, todos especiais. Aprendemos Comunicação Integrada com a Gilza, Fotografia com a Françu, Hipermídia com a Filomena, Produção Gráfica com a Dóris, Política e Mídia com a Lívia, Gestão empresarial com a ‘tia’ Adriana. E até no curso de Administração fizemos a cena: foi lá, com o professor Teodoro, que aprendemos Economia. A Júlia Amorim nos mostrou os desafios da Semiótica e a sensibilidade da Estética. Com o Firmino, aprendemos Teorias e técnicas de Jornalismo e a Samantha nos mostrou a versão dessa disciplina voltada para a Publicidade. O André Luiz nos ensinou muito sobre Ética e a Gabriela ficou conosco por um período para nos ajudar a entender o Marketing Institucional. O Pablo foi quem nos mostrou, entre muitas outras coisas, que a disciplina de História e análise da Produção Audiovisual Contemporânea também pode ser chamada simplesmente de... Cinema. E o que dizer desses professores com nomes iguais? Um Fernando para os publicitários e uma Fernanda pra nós, jornalistas. Tão essenciais que hoje ocupam um lugar nessa mesa. Num momento especial a nossa Fernanda teve que abandonar a cena para trazer ao mundo um menininho que já nasceu sabendo tudo de Telejornalismo: afinal, o Pedro assistiu a muitas aulas com a gente. Não me admira se um dia ele surpreender a mamãe com uma das clássicas frases da Fernanda: Ei mãe, não justifica! E por falar em bebês, a Jalile foi a responsável pelo primeiro bebê da sala e hoje comemora sua conquista com o nosso pequeno rei Arthur.
            Esse nosso filme foi assim: cheio de boas surpresas. Surpresas como os novos colegas, aqueles que entraram no meio da cena. O Sílvio, o Felipe, a Lívia, o Sttenio e a Lídia. Eles pegaram carona nessa turma e conquistaram a nossa amizade a ponto de esquecermos que eles não estiveram conosco desde o início. Aliás, é do Sílvio a frase que representa muito bem essa nossa união: “Com vocês eu sou UM, sem vocês eu sou SÓ mais um.”
            Quando chegamos ao 5º período nos separamos pela primeira vez. Era hora de escolher um caminho: PUBLICIDADE ou JORNALISMO. No início foi estranho. Nessa hora a gente sente falta de muitas coisas. Fez falta a proximidade, ver a sala cheia. Fez falta a famosa “terapia” do fio dental. Explico. Todo sábado de manhã, o grande idealizador dessa terapia altamente eficaz, Ricardo Meireles, tirava da mochila uma caixinha de fio dental e íamos passando esse fio até chegar ao aluno que ocupava a última mesa. Era muita gente segurando o fio dental! O objetivo? Eu não saberia explicar. Virou uma marca da nossa turma. O que sei é que nesse gesto mantínhamos uma conexão, uma energia boa que nos unia. Na brincadeira do fio dental éramos uma corrente de amizade e muito bom humor.
            Eu ficaria muito tempo aqui se pudesse descrever todas as cenas que vivemos nesses quatro anos de convivência. Poderia descrever o Arraial dos tomates, as viagens ao Projac, a São Paulo e a Parati. Cenas das quais não participei, mas que saberia descrever só pelos relatos dos amigos. Ao vivermos tantas cenas juntos aprendemos a reconhecer no outro as qualidades e a compreender e conviver com os defeitos que todos temos. E o mercado de trabalho que se prepare, porque as qualidades são muitas.
            Hoje, nossa história juntos chega ao fim. É hora de recomeçar, fazer um novo filme. Mas do final deste, nós já sabemos o que fica: SAUDADE. Uma saudade que às vezes vai nos fazer sorrir pelas cenas divertidas que vivemos e às vezes nos fazer chorar ao nos dar conta de que o tempo não volta. É uma lembrança que vai nos dar coragem se pensarmos que quando chegamos tudo era desconhecido, mas que hoje tudo valeu à pena.  Humberto Gessinger tem uma música que diz:

“Seguir viagem, tirar os pés da terra firme
E seguir viagem
Seguir viagem, tirar os pés do chão
Outros ares, sete mares, voar, mergulhar...”

            É o que vamos viver a partir de agora. Por quatro anos a PUC e as amizades que construímos aqui foram a nossa terra firme. É hora de seguir viagem, de lutar levando na bagagem os conhecimentos e valores humanos aqui adquiridos. E ganhar o mundo. Agora tudo é diferente. Porque nós somos diferentes e a princípio isso pode nos assustar. Não nascemos Jornalistas e Publicitários. Mas com muita força de vontade nos tornamos. Fé, coragem e muita, muita saudade nos farão companhia agora. E por todos nós, que preparados vamos descobrir outros mares e protagonizar novas cenas, quero fazer uma Prece, a mesma que um dia escreveu o poeta Fernando Pessoa:

Senhor, a noite veio e a alma é vil,
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.

Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.

Dá o sopro, a aragem – ou desgraça ou ânsia
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistemos a distância –
Do mar ou outra, MAS QUE SEJA NOSSA!

            E como boa jornalista que sou, termino meu texto como aquele repórter que, na certeza do dever cumprido, assina seu nome ao contar na matéria uma história:
Kelly Campidele
para o Jornal da Colação !


Somos JORNALISTAS !



Até a próxima!
=,)




Um comentário:

  1. " ...-Não aprendi a dizer Adeus..."

    Queria saber como.Não sei,nunca soube.Só sei que não é simplesmente sair pela porta,sorrir e abanar como uma despedida qualquer: Até daqui a pouco ou boa noite!
    Adeus dói,é uma marca tatuada no tempo de cada um.Nunca mais a mesma sala de antes,os mesmos colegas,os mesmo professores,e até mesmo os problemas,reclamações ou comentários,ou conversa jogada fora no meio de um assunto sério.
    Serão muito diferente os dias.O amanhecer será outro,as estrelas mudarão de lugar-Os problemas trocarão de rosto,as obrigações serão outras.Tentarei me acostumar.Tentarei ser feliz,isso já me basta!
    Cada um de voces: Kelly,Marcelle,Lívia,Lídia e a nossa querida Amarílis-(as garotas fantásticas!-rsrs).Aos garotos fantásticos: Rodrigo,Gustavo,André Senna,Sílvio,Paulo Hordones,Felipe e kalebe Zanardi).Voces todos permanecerão em minha vida,em minha memória.Recordações boas ou não,tristes ou engraçadas,recordações de pessoas que fizeram parte da minha história-Também estão nossos mestres:Pablo Moreno,Júlia Amorim,Aida Franco, e a nossa estimada professora de Telejornalismo-Fernanda Lília.Sem contar com o Pedrão ,Como voce mesmo citou em seu texto acima -Ele acompanhou conosco o tempo integral das aulas,que tivemos com a mamãe dele.
    Tudo isso fará parte da nossa vida,da minha vida,até quando Deus quiser.A voce Kelly,e aos demais colegas o meu abraço,minhas congratulações,e que voces possam honrar com dignidade a profissão maravilhosa,que é o JORNALISMO! Parabéns! Continue se aperfeiçoando-sempre,porque é necessário.Façam sempre o melhor a cada minuto,s dediquem,a cada dia-porque é necessário!
    Deixem a criatividade florescer-porque é necessário.Não sobrevivemos sem ela.Lembrem-se de ouvir os dois lados-porque isso é norma jornalística e não ouvir é pecado mortal! Trabalhem com eficiencia e responsabilidade,porque competencia voces têm.Sejam ágeis,dinanicos,estudem,cumpram seus deveres de formadores de opinião.Façam bem feito da primeira vez-Sempre todos os dia.Um ritmo trivial.Acreditem em si mesmos,na profissão de voces,no jornalismo! Sejam felizes,cada vez mais galerinha do JORNAL UNIVERSITÁRIO! Adorei seu texto( oradora a turma)...-Muito bacana.Saudades da tchurma.Já sou sua seguidora vip em seu blog-Bem que voce poderia postar algumas fotografias lindas,que foram tiradas da galera na colação de grau.Tudo de bom kelly,e boa sorte!À TODOS AS MINHAS SAUDAÇÕES.Fabrícia.

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Minas Gerais, Brazil
32 anos. Jornalista. Há 5 anos tentando aprender fotografia. "Uma fotografia é um segredo sobre um segredo. Quanto mais ela te mostra, menos você sabe." (Diane Arbus)

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